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Teorias sobre a função das circunvoluções e fissuras cerebrais
Existem diversas teorias sobre o porquê do cérebro apresentar uma estrutura com circunvoluções e fissuras, digamos um aspecto “enrugado”.
Tal poderá permitir conter maior superfície cerebral no crânio ou mesmo proteger perante possíveis lesões cranianas, por exemplo.
A verdade é que existem diversas teorias que variam no seu grau de especulação, uma vez que tentar aceder a este tipo de conhecimento revela-se um problema de engenharia reversa. Ou seja, de modo a compreender o cérebro é necessário deduzir a função e deslindar os mecanismos do cérebro sem ser possível ter acesso a como tal estrutura surgiu; um pouco como saber exactamente como funciona um avião e ser capaz de criar um modelo igual sem ter acesso aos plano originais e sem nenhum conhecimento prévio sobre aeronaves.
Contudo, recentemente, um achado interessante surgiu. Este consiste na descoberta de que os bebés prematuros possuem um menor “enrugamento” cerebral (chamemos-lhe assim) do que bebés que passam as 38-40 semanas (em média) completas no útero materno. Aliás, os prematuros não chegam a atingir o mesmo nível de circunvoluções e fissuras, isto é, de desenvolvimento cortical, ao alcançar tempo em que deveriam ter sido dados à luz (se é que me faço entender…).
Links para mais fontes de informação sobre as teorias existentes:
- “Unfolding the mysteries of the brain“;
- “Can sulci protect the brain from traumatic injury?“.
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