O cérebro suicida

O cérebro suicida

A curiosa imagem que se segue pretende representar alguns dos conceitos que têm sido ligados ao suicídio, com referência a uma “localização” cerebral muito pouco fidedigna, que faz lembrar Joseph Gall.

O cérebro suicida

O cérebro suicida

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Sonhos – Treino de sobrevivência nocturno?

Sonhos – Treino de sobrevivência nocturno?

O blog Mind Hacks publicou recentemente um artigo onde faz referência à “Teoria da Simulação de Ameaça”, que tenta explicar porque a evolução nos permitiu a capacidade de sonhar.

Esta teoria defende que os sonhos são uma forma de treino nocturno de sobrevivência e baseia-se nas investigações que apontam o facto dos sonhos nos colocarem, muitas vezes, em cenários de perigo pessoal.

Este tipo de investigação é exemplificado através de uma análise de conteúdo de 212 sonhos recorrentes de participantes entre 18 e 81 anos. Em quase todos os casos desse trabalho, a própria pessoa (i.e.: “sonhador”) era o alvo da ameaça e participava activamente na resolução, fuga ou combate à mesma.

Achados como este podem implicar que a função evolutiva dos sonhos sejam preparar-nos para as ameaças.

Link para o estudo mencionado: Evolutionary function of dreams: A test of the threat simulation theory in recurrent dreams.

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Entrevista a Jonah Lehrer

Entrevista a Jonah Lehrer

Jonah Lehrer

Jonah Lehrer

Há algum tempo atrás, Jonah Lehrer deu uma entrevista onde aborda o estado da arte da neurociência moderna, com recurso à algums das suas ricas experiências pessoais. (Relembro que Jonah Lehrer trabalhou como técnico de laboratório de Eric Kandel.)

Ao longo da entrevista são elaboradas diversas reflexões de uma forma directa, contudo, reflectida e ponderada. Considero que muitas delas já passaram pela cabeça de todos aqueles que se dedicam seriamente às neurociências ou áreas afins.

Ressalto, de seguida, algumas passagens (sem tradução, em inglês):

“Just think, for instance, about what’s now the hottest method in cognitive neuroscience: The fMRI machine, the brain scan. Think about the fundamental limitation of this machine, which is that it’s one person by himself in what’s essentially a noisy coffin. So you give him the stimulus. He’s going through the experimental task, whatever it is. Choosing whether or not to buy something, doing a visual memory task. Whatever the protocol is, you’re in essence looking at a brain in a vacuum. You’re looking at a brain by itself, and we don’t think enough about how profoundly abstract that is, and what an abstraction that is on the reality we actually inhabit, the reality of being a human and what human nature is all about.
“>The question now, and this is a fascinating question to think about, is how can we take this research, which is so rigorous, and how can we make it more realistic.”

“We don’t simply feel like kinase enzymes and synaptic proteins and all that. We feel like this unified self staring out at a world, watching rain fall on Fifth Avenue. It’s hard to imagine neuroscience as it’s presently conceived ever explaining this mystery in terms of neurons and cells and glials and all the rest.”

“…and I realized slowly, over the course of those years, that the secret to being a great scientist is to love the manual labor of it.”

Aliás, logo no início do texto fica presente e resumida a reflexão crítica que deve ser feita por quem trabalha nestas áreas de investigação:
“The paradox of modern neuroscience is that the one reality you can’t describe as it is presently conceived is the only reality we’ll ever know, which is the subjective first person view of things. Even if you can find the circuit of cells that gives rise to that, and you can construct a good causal demonstration that you knock out these circuit of cells, and you create a zombie; even if you do that… and I know Dennett could dismantle this argument very, very quickly … there’s still a mystery that persists, and this is the old brain-body, mind-body problem, and we don’t simply feel like three pounds of meat.”

A entrevista está disponível em texto e em vídeo. Aconselho vivamente.
Link para a entrevista: Chimeras of experience: A Conversation with Jonah Lehrer

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O geringonçamento da cachimónia (Blue Man Group)

O geringonçamento da cachimónia (Blue Man Group)

Nesta performance artística os Blue Man Group explicam-nos o processo da visão, começando pela função dos cones e bastonetes.

Partem de seguida para processos mais elaborados, os quais apelidam de “geringonçamento da cachimónia”. Tudo isto envolvido num espectáculo de luzes, cores e som.
A não perder…

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Ciência cognitiva da dança do ventre

Ciência cognitiva da dança do ventre

Curiosamente, segundo relata o blog Mind Hacks, existe um grupo de pesquisadores do movimento que estudou quais os melhores preditores de competência na dança do ventre.

Parece ser que a coordenação rítmica é uma das habilidades fundamentais de acção que se constitui um bom preditor de competência na dança do ventre, em estudantes dos 1º-4º anos, e do 5º-6º anos.

Isto é a ciência ao serviço do bem-estar humano. A partir de agora, todos os pais impacientes podem saber se os seus filhos têm ou não um futuro brilhante como dançarina do ventre.

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