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Ultramaratona, dor e violência
(E ainda a diferença entre sexo e gênero)
Deixo aqui alguns artigos pouco relacionados entre si (bem, talvez relacionados no aspecto da dor física), que me chamaram a atenção por diversos motivos.
- Uma senhora chamada Diane Van Deren teve de remover uma boa parte do seu lobo temporal direito e algum tempo depois tornou-se uma ultramaratonista de sucesso. Destaco uma passagem sugestiva: “….ela pode correr horas e horas sem ter a menor ideia de quanto tempo passou.” (Link)
- Uma investigação refere que os homens relatam consistentemente menos dor quando em presença de investigadoras do sexo feminino (nota: os autores referem “género” mas creio que seria mais correcto dizer “sexo”). Algo a que os portugueses poderiam aplicar a expressão “armar-se em forte”… (Link)
- A Organização Mundial de Saúde indica, através de um estudo sobre actos violentos, que as taxas entre assassínios e suicídios diferem de país para país, e em alguns países dierem entre os sexos. (Link)
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Comentários ( 1 Comentário )
Fernando Pangaré.Bom, como ultramaratonista que correu 14 provas de 24 hs e algumas outras ‘brincadeirinhas’, posso confirmar e atestar que o sucesso em ultramaratona diz sim respeito a suportar a dor. E, nesse particular, com certeza, as mulheres têm muito o que apresentar e muito o que evoluir…
Corri o Sulamericano Master de 100 kms, em Villavicencio, na Colômbia, e foi uma mulher, nessa prova, que obteve o primeiro lugar. Isso mesmo. Primeiro lugar geral.
E, no Brasil, há uns dois anos, ocorreu algo idêntico, só que em uma ultramaratona de 24 horas.
Caso esse tema volte a ser tratado por aqui, por favor, gostaria de ser participado.
Forte abraço.
Fernando Pangaré.
Ultramaratonista.
Recordista Cearense de Quilometragem Acumulada.
Medalha de Bronze no Masculino do Sulamericano Master de 100 kms 2009.







