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As nossas capacidades de navegação espacial são constantemente testadas quer seja numa viagem nocturna à casa de banho, a ir ao supermercado, ou a localizar uma determinada sala num edifício.
Embora não pareça estas tarefas envolvem processos cognitivos complexos e algumas pessoas chegam a alcançar níveis de verdadeira mestria no que toca a navegação espacial. Veja-se o exemplo dos taxistas que conhecem todas as ruas de uma cidade, incluindo edifícios e moradas específicas.
A maioria de nós toma por garantida esta capacidade e não consegue imaginar que existam pessoas que não conseguem “navegar” o ambiente. São estes últimos os casos de pessoas que por lesão traumática ou outra têm a sua navegação espacial lesada.
A topografagnosia surge pois habitualmente inserida noutros quadros tais como a doença de Alzheimer. Contudo recentemente foi relatado um caso de uma mulher que nunca teve esta capacidade de se orientar no meio ambiente (i.e. topografagnosia desenvolvimental), e que não tem nenhuma lesão aparente.
O relato do caso pode ser lido aqui: http://scienceblogs.com/neurophilosophy/2008/09/developmental_topographagnosia.php





