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Os limites da resistência da mente humana

Conhecer e debater-se com os limites da resistência humana, tanto física como mental, tem sido uma questão importante para o Homem, que lhe permite por vezes confrontar-se com momentos de glória e noutros com sentimentos de impotência e desespero.
A propósito desta eterna questão refiram-se as “proezas” (chamemos-lhe assim) do ciclista Jure Robic, que durante as corridas de ultra-resistência em que participa demonstra comportamentos psicóticos enquanto se esforça até ao seu limite.
Ainda mais curioso é o facto de tanto ele como a equipa conhecerem o padrão de comportamento apresentado durante as provas, e, possivelmente, fazerem uso dele. Desta forma, Robic passa por alterações de discurso, comportamento beligerante e perda da memória a curto-prazo, chegando a ter alucinações.
A sua infatigabilidade, com testes físicos a revelarem capacidades semelhantes às dos competidores, parece estar ligada à sua insanidade momentânea; embora o mecanismo desta relação seja desconhecido. Muitas questões ficam pois em aberto, entre as quais: ele perde a sanidade mental devido ao esforço ou consegue desenrolar tal esforço porque perdeu a sanidade? De forma abrangente e respeitante à condição Humana, poderíamos ainda questionar-nos sobre o que sucede quando os limites da resistência humana, física e/ou mental, são alcançados.
Link para a notícia no New York Times: “That Which Does Not Kill Me Makes Me Stranger“.
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