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O racismo deve-se a ilusões perceptivas?
Esta é uma pergunta pouco usual que Mark Changizi faz e que nos leva a (re)pensar alguns conceitos. Ora veja (ou melhor, leia).
O autor do livro The Vision Revolution baseia o seu argumento nas noções de que as pessoas percepcionam as outras “raças” com base nas cores fundamentais e que a única pele que não é colorida (à qual não é aplicada o atributo cor) é a do próprio. Confuso?
Talvez um exemplo ajude. Quando percepciono a minha saliva esta não tem sabor, o mesmo se aplica em relação ao meu próprio cheiro do nariz. No entanto percepciono a saliva de outra pessoa como tendo sabor e posso cheirar o cheiro do nariz de outra pessoa (este é um exemplo pouco usual mas foi dado pelo autor do artigo).
Desta forma, posso percepcionar o meu tom de pele sem cor mas como estou (biologicamente) preparado para percepcionar diferenças em relação a uma linha de base (neste caso uma linha de base muito egocêntrica) percepciono as restantes pessoas como tendo uma cor.
Isto implica que o que se desvia pouco da minha linha de base é categorizado como “não colorido” e o que se desvia mais um pouco como “colorido”. Uma analogia pode ser feita com a pronúncia: nós próprios não percepcionamos que temos uma pronúncia específica nem que aqueles que falam de forma muito similar a nós a têm, contudo quando alguém se desvia da nossa “linha de base” não duvidamos em dizer que essa pessoa tem uma pronúncia.
Para ter acesso a uma explicação mais detalhada do argumento pode ler o texto original: “Is Racism Due To Perceptual Illusions?“.
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