Postado em 10.25.08 em Notícias por Jorge Alves

Neurobiologia das alucinações

O artigo Neurobiology of a hallucination explora a prevalência, o fenómeno e as teorias sobre as alucinações.

Tenta paralelamente fazer um sumário da neurobiologia deste fenómeno.

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Sobre o autor:  Jorge Alves é Doutorado em Psicologia. Neuropsicólogo Clínico. Investiga na área das Neurociências. Criador e autor principal do Portal RedePsicologia.com.



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Comentários ( 4 )

Querem ter alucinações sem grande trabalho? Vão para o meio do deserto ou monte, não levem comida e muito menos vitaminas, que quando começarem a faltar nutrientes no cérebro vocês vão começar a viver o que quiserem. Nesse momento se quiserem falar com aliens, familiares mortos ou até jesus, é só começarem a pensar nisso. O mais certo é passado alguns dias caírem no chão inconscientes ou então esperar que a equipa de salvamento chegue.

Cuidado que ir para o meio do monte para te alucinações “naturais” de forma pouco saudável pode ser visto como uma tentativa de suicído ou simplesmente de chamar atenção das autoridades, pelo que não é muito aconselhável. Mas melhor melhor só mesmo o Cattel, o criador do famoso teste de personalidade 16PF, que ia sozinho para o meio do monte experimentar os mais variados tipos de drogas.

Estes métodos parecem um pouco radicais, portanto vamos buscar um estudo feito na área da antropologia.

Não sei o autor mas isto está mais que difundido. Há uma tribo nativo-americana (definição muito dúbia, mas isso é outra questão) que no processo de luto consta ver a pessoa morta, viva. Ou seja, se depois de um ente querido ter falecido e não se relatar uma episódio com essa mesma pessoa depois de ela ter morrido, seja na mesma semana ou passado 3 ou 5 meses, é motivo de preocupação porque culturalmente é porque o luto não está a ser feito. É uma questão cultural.

Na nossa perspectiva ocidental é óbvio que são alucinações induzidas pela próprio indivíduo, e que é meramente cultural.

Mas quantos de nós já não ouvimos o telemóvel a tocar e não estava, quantos de nós já ouviram a campainha a tocar e não estava, quantas vezes já chamaram por nós e na realidade não estava ninguém (cuidado que ás vezes são os nossos amigos invisíveis a chamar por nós) LOL

Desde que estes lapsos, ou vozes, não se tornem alucinações de comando estamos muito saudáveis 🙂 Claro que isto tem muito que se lhe diga e não é assim tão linear

São as múltiplas vozes que existem dentro de nós.

Dialogical Self (ver Hermans).

🙂

joaoNo Gravatar deixou este comentário em Out 26 08 ás 16:33

@joao A definição de certos fenómenos como patológicos pode no limite ser sempre cultural.
Mas devemos ter em conta que a partir do momento em que interferem no funcionamento da pessoa (num contexto) devem ser patologizados para ser tratados. O objectivo último deve ser o bem-estar e saúde (mental).

JorgeNo Gravatar deixou este comentário em Out 27 08 ás 0:28

exactamente, o que é considerado patológico ou não geralmente anda de mãos dadas com a cultura. Muitos esquizofrénicos, em sociedades tribais, são os curandeiros ou mágicos (ou até visionários). Portanto estão inseridos e têm um papel importante na sociedade.

A minha questão é, existem doenças mentais ou “afinações culturais”?

🙂

joãoNo Gravatar deixou este comentário em Out 27 08 ás 20:47

@joão Destrinçar o biológico, psicológico e o cultural é algo que não me faz grande sentido. Cada comportamento deve ser enquadrado num contexto, só assim pode ser compreendido e tem nexo.
Situar-se num pólo em que a doença mental é biológica ou é cultural não (me) faz sentido. Somos máquinas que dependem e reagem a um contexto, não fazendo sentido analisar em separado. Nós fazemos o contexto mas ele faz-nos a nós também.
No que me toca convém compreender a doença mental para além da (útil) organização do DSM mas enquadrar no contexto.

À sua questão eu respondo: se existem não sei, mas sei que existem pessoas que têm problemas contextualizados e que merecem apoio. 😉 Espero ter sido minimamente claro sobre a minha perspectiva.
Abraço.

JorgeNo Gravatar deixou este comentário em Out 27 08 ás 22:16

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