Postado em 12.26.10 em Notícias por Jorge Alves

Ecstasy prejudica o reconhecimento de expressões faciais de medo

Ecstasy prejudica o reconhecimento de expressões faciais de medo

discotecaBedi e colaboradores (2010) testaram a hipótese do MDMA (metilendioximetanfetamina), vulgarmente designado por ecstasy,  ser uma droga ligada a sentimentos pro-sociais e à empatia.
Acabaram por descobrir que o MDMA tornava as pessoas piores a reconhecer expressões faciais de medo.

Desta forma, a única forma de o ecstasy causar sentimentos pro-sociais será prejudicando a capacidade de reconhecer as emoções, em particular as relacionadas com medo e ameaça (o que não é muito conveniente no caso de algum delinquente ameaçador ter algum plano pouco agradável para acabar a noite…).

Por outro lado não parecem existir dados que permitam afirmar que o MDMA está ligado a fenómenos de empatia pois neste estudos os participantes que ingeriram a droga foram piores a reconhecer as emoções dos outros, e esta é uma componente importante da empatia.

Refira-se que este estudo foi um duplo-cego (nem os participantes nem os investigadores sabiam quais as drogas administradas em cada um dos momentos) e uma das substâncias que os participantes tomaram foi a metanfetamina, que supostamente aumenta os níveis de serotonina e aumenta os de dopamina, enquanto o MDMA aumentará os níveis de serotonina, dopamina e noradrenalina. Neste estudo a metanfetamina aumentou os sentimentos de “amizade” e “amor” mas em menor grau que o MDMA, o que pode ser explicado por efeitos semelhantes destas substâncias “tipo anfetamina” mas com diferentes mecanismos de acção cerebral.

Link para o artigo: “Is ecstasy an “empathogen”? Effects of ±3,4-methylenedioxymethamphetamine on prosocial feelings and identification of emotional states in others“.

Post com mais detalhes sobre o artigo no blog MindHacks.

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Sobre o autor:  Jorge Alves é Doutorado em Psicologia. Neuropsicólogo Clínico. Investiga na área das Neurociências. Criador e autor principal do Portal RedePsicologia.com.



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